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Notícias Domingo, 27 de Julho de 2025, 19:59 - A | A

Domingo, 27 de Julho de 2025, 19h:59 - A | A

CONSCIENTIZAÇÃO

‘Julho Verde’ alerta para o combate ao câncer de cabeça e pescoço

O câncer de laringe é o mais comum dentre os tumores malignos da região, também habitual na tireoide e cavidade oral

Ministério da Saúde

Neste sábado (27), o Dia de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é lembrado em todo o mundo, dentro da campanha ‘Julho Verde’. De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de laringe é o mais comum dentre os tumores malignos de cabeça e pescoço, também comum na tireoide e cavidade oral. As áreas atingidas pela neoplasia são variadas e acomete, principalmente, homens acima de 40 anos.

A publicação Incidência de Câncer no Brasil – Estimativa 2023, de autoria do Instituto Nacional do Câncer (Inca), aponta que, no triênio 2023-2025, estão previstos 7.790 casos novos de câncer de laringe no país, correspondendo ao risco estimado de 3,59 por 100 mil habitantes - sendo 6.570 casos em homens e 1.220 em mulheres.

Os principais fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço são tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e infecção por HPV. Para o coordenador-geral da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes), José Barreto, a prevenção primária e o diagnóstico precoce são as estratégias mais eficazes para reduzir o impacto dessa neoplasia no Brasil.

“É importante que tenhamos campanhas educativas que incentivem a cessação do tabagismo, o não consumo de álcool e a vacinação contra o HPV como medidas fundamentais para a prevenção. Além disso, um acesso maior a exames de detecção precoce pode aumentar significativamente as chances de sucesso no tratamento e diminuir a mortalidade associada a esse tipo de câncer”, declara Barreto.

Em 2023, foram realizadas 13.661 cirurgias de câncer de cabeça e pescoço pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No mesmo ano, o número de quimioterapia e radioterapia chegou a 71.695 e 13.310, respectivamente. Dados preliminares apontam que, no ano passado, foram registrados 2.068 óbitos por neoplasia maligna da cabeça, face e pescoço. Foram 86 mortes a menos que em 2022, quando foram notificadas 2.154. A região com o maior índice de mortalidade é o Sudeste, com 1.004 casos.

Tratamento no SUS

No SUS, a assistência oncológica é um componente da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC). Atualmente, a rede de atendimento é formada pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) e os Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON). Atualmente, há 317 hospitais habilitados na alta complexidade em oncologia.

Confira a lista completa

Além do diagnóstico, os cuidados incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia, medidas de suporte, reabilitação e cuidados paliativos. A abordagem é feita com equipes multiprofissionais e estrutura hospitalar com serviços gerais e especializados.

No ano passado, foi discutida a necessidade de incluir informações sobre a reabilitação, incluindo tratamento com fonoaudiólogo na atualização da Portaria nº 516, de 17 de junho de 2015, que aprova as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas (DDT) do câncer de cabeça e Pescoço. A medida está em processo de atualização.

Ana Freire
Ministério da Saúde

 

 
 
 
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